segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O USO DOS PORQUÊS NA CONSTRUÇÃO DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

Imagem: Undime

A Base Nacional Comum Curricular (BNC) vai deixar claro os conhecimentos essenciais aos quais todos os estudantes brasileiros têm o direito de ter acesso e se apropriar durante sua trajetória na Educação Básica, ano a ano, desde o ingresso na Creche até o final do Ensino Médio. Com ela os sistemas educacionais, as escolas e os professores terão um importante instrumento de gestão pedagógica e as famílias poderão participar e acompanhar mais de perto a vida escolar de seus filhos.
A Base será mais uma ferramenta que vai ajudar a orientar a construção do currículo das mais de 190 mil escolas de Educação Básica do país, espalhadas de Norte a Sul, públicas ou particulares.
Com a BNC, ficará claro para todo mundo quais são os elementos fundamentais que precisam ser ensinados nas Áreas de Conhecimento: na Matemática, nas Linguagens e nas Ciências da Natureza e Humanas.
A Base é parte do Currículo e orienta a formulação do projeto Político-Pedagógico das escolas, permitindo maior articulação deste. A partir da Base, os mais de 2 milhões de professores continuarão podendo escolher os melhores caminhos de como ensinar e, também, quais outros elementos (a Parte Diversificada) precisam ser somados nesse processo de aprendizagem e desenvolvimento de seus alunos. Tudo isso respeitando a diversidade, as particularidades e os contextos de onde estão.
A Base é uma conquista social. Sua construção é crucial para encontrarmos um entendimento nacional em torno do que é importante no processo de desenvolvimento dos estudantes brasileiros da Educação Básica. Entender seu real significado e participar da sua construção é direito e dever de todos.


Os debates acerca da temática são constantes e geram polêmicas, pois a uns soa como “mais do mesmo”, afinal, municípios, estados e união já trabalham a partir de uma base curricular comum.
Portanto o que precisa nortear o debate no espaço escolar é a reflexão crítica do quanto estamos avançando, institucional e profissionalmente em nossa comunidade, visto que a mobilização está voltada para a construção de um instrumento pedagógico aos (às) gestores(as) que venha a garantir projetos políticos pedagógicos dinâmicos, autônomos com participação efetiva da comunidade em sua concepção e, mais ainda, em sua aplicação.

USO DOS PORQUÊS

Por que a fragmentação escolar por disciplinas e não por áreas de conhecimento?

Por que os conselhos escolares não definem e mantêm um calendário anual com reuniões periódicas ordinárias para estudar e garantir o cumprimento do projeto político pedagógico que, por sinal, deve ser construído junto à comunidade?

Por que não temos Grêmio Estudantil em nossa escola (ou, se tiver, avaliar o quanto essa agremiação vem contribuindo para a garantia da aprendizagem na escola)?

Por que não estamos investindo nossas energias para propiciar o exercício do protagonismo juvenil e a transformação de hábitos e comportamento a partir de nosso espaço?

Por que falamos em inter e transdisciplinaridade, mas não conseguimos aplicar de forma clara, objetiva e contínua essas relações de conhecimento e aprendizagem?

Por que nossas instituições insistem na burocracia e não na pedagogia?

Por que nos permitimos deixar nas mãos do outro (secretarias, governos, sindicatos) o que compete a cada um buscar?

Por que tememos tanto os porquês?


Que as mobilizações escolares sejam construtivas e mantenham o espírito de uma linda fase do desenvolvimento infantil: a fase dos porquês!

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