quarta-feira, 30 de novembro de 2016

FIDEL CASTRO E CUBA

Imagem: G1

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) lançou nota sobre a morte do líder da revolução cubana Fidel Castro.

A grandeza desse personagem histórico é marcada, sobretudo, pela sua grande preocupação com as questões da educação. No ano de 1959, momento do advento da Revolução Cubana, da qual Fidel foi um dos seus mais proeminentes líderes, Cuba era um país em que 43% de sua população adulta era analfabeta e 47% de suas crianças sequer iam à escola. Hoje o analfabetismo naquela ilha caribenha é praticamente inexistente, tendo uma taxa de alfabetização, segundo a UNESCO, de 99,9%. O próprio Banco Mundial reconheceu em suas avaliações que Cuba conta com o melhor sistema educacional da América Latina.
E não para por aí! Cuba, esse pequeno país da América Central, de pouco mais de 11 milhões de habitantes, não se cansa de mostrar ao mundo o que é possível fazer quando se coloca o ser humano como principal beneficiário das ações e das políticas públicas. O destino de Cuba era para ter sido igual ou muito similar aos de outros tantos países de nossa América: podia ter sido mais um Haiti, ou Honduras, ou Guatemala... Mas não, a Revolução Cubana marcou a história desse pequeno e bravo país, e a mudou para sempre! E nessa Revolução Fidel teve papel central!
Hoje, essa pequena ilha rebelde ostenta o segundo melhor IDH da América Latina; o seu sistema de saúde é, para a própria Organização Mundial da Saúde – OMS, um modelo para o mundo; a indústria biotecnológica do país é tão avançada que pessoas do mundo inteiro, até os cidadãos dos Estados Unidos, viajam para Cuba à procura de remédios e vacinas baratas e raras, que, muitas vezes, sequer existem nos Estados Unidos; segundo a ONU, Cuba é o segundo país menos violento da América Latina; lá também tem uma das menores taxas de desemprego do mundo, variando entre 1% e 3% nos últimos 15 anos; em Cuba, não existe desnutrição infantil; a melhor expectativa de vida da América Latina (79 anos) e a menor taxa de mortalidade infantil das Américas; Cuba ostenta a taxa mais alta de médicos por habitante da América Latina, o que a transforma em grande exportadora mundial desse tipo de serviço, que beneficiou, inclusive, o Brasil, por meio do programa Mais Médicos.
Enfim, não faltam indicadores para provar o quão vitoriosa foi a Revolução Cubana e, em todo esse processo, como foi central a participação do comandante Fidel Castro. E por isso, ele inspirou e ainda inspira, no mundo inteiro, o ideário de que, sim, é possível colocar o homem no centro da sociedade, e não o dinheiro.
A tristeza por seu falecimento só não é maior do que o exemplo que ele deixa para o mundo. Fidel vive nas mentes e corações daqueles que acreditam em um mundo melhor. A pequena Cuba e o seu grande povo, que sempre contaram com a solidariedade do mundo inteiro contra o cruel e assassino bloqueio econômico a que estão submetidos há mais de meio século, imposto pela maior potência econômica do mundo, poderão sempre contar com a solidariedade dos educadores e educadoras do Brasil! Viva Fidel!

Brasília, 30 de novembro de 2016

Diretoria Executiva da CNTE