quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

SEMINÁRIO INTERNACIONAL ABRE CONGRESSO DA CNTE EM BRASÍLIA - DF

Foto: Daniel Filho
A partir de amanhã (12) acontece, em Brasília, o 33° Congresso Nacional da CNTE com o tema: “Paulo Freire: Educação Pública, Democracia e Resistência”. Hoje (11), na programação pré-congresso, foi promovido um Seminário Internacional com a presença de representantes de diversos países, como Argentina, Paraguai, Uruguai, Portugal, Angola, Suécia, Estados Unidos, Japão, Alemanha, Noruega, Haiti e Canadá, ao todo 18 países e 36 delegados internacionais, além do movimento social brasileiro.
Foto: Daniel Filho
As organizações convidadas exibiram trabalhos relacionados aos desafios educacionais de seus países, projetos dos movimentos sindicais envolvidos com o tema e ainda apresentaram um panorama geral do assunto em suas regiões.
As mesas de trabalho e análises de conjuntura apontaram para a onda ultra conservadora que se apropria do discurso da corrupção e falso moralismo para passar a ideia de que seu modelo de governança é superior ao de governos populares: 
Foto: Daniel Filho
“Nosso modelo político está esgotado, o problema é que a esquerda não está conseguindo apontar uma alternativa o que, consequentemente, conduz o senso comum à direita”, declarou Antônio Lisboa, secretário de relações internacionais da CUT e secretário de finanças da CNTE.
Hugo Yasky, presidente da internacional da educação para a América Latina (IEAL) e presidente da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA), declarou:
“Quem fala na derrocada do socialismo e êxito capitalista deveria poder responder e justificar as constantes crises pelas quais passa o sistema constantemente.” 
Foto: Daniel Filho
Os trabalhos do seminário se dividiram por mesas. A primeira, latino-americana, sob o tema “Desafios Educacionais e Políticos nos Países da América Latina”, ilustraram que a atual conjuntura brasileira em muito se assemelha a de nossos países vizinhos.
“O Uruguai e todas as nossas conquistas sociais estão correndo perigo, seríamos cegos se não enxergássemos o perigo (...)O corporativismo está espalhando ideias neoliberais em nossos países vizinhos e tudo o que faz os movimentos sindicais e sociais correm sérios riscos”, declarou Elbia Pereira, da FUM-TEP, do Uruguai. Encerra: “Não queremos escolas de pobres para pobres, devemos todos lutar por uma escola onde todos se sintam filhos e filhas de trabalhadores”.
Foto: Daniel Filho
“Nossa sociedade também está profundamente polarizada, assim como nosso movimento sindical”, destacou Israel Montano Osorio de El Salvador. Elias Muñoz, COLPROSUMAH, de Honduras, avalia que o golpe de estado sofrido em seu país acabou por influenciar o golpe do Brasil e em todos os demais países latino-americanos que conquistam, pela democracia, um projeto de governo popular.
“Fora, Temer, Fora, Macri!”, bradou ao fim de sua fala, Sonia Alesso, CTERA, Argentina, contra todas as formas de governos neoliberais que articulam e favorecem interesses econômicos internacionais em detrimento de seus povos.
Foto: Daniel Filho
Participaram da mesa ainda: José Gervasio Oliveira, FENAPES – Uruguai; Domiciano Alvarenga Hermosilla, UNE – SN, Paraguai; Juan Gabriel Espinola, OTEP-A, Paraguai e Combertty Rodriguez, IEAL.
A próxima mesa, composta pelas trabalhadoras e trabalhadores da África, debaterá o tema: “Desafios Educacionais e Políticos nos Países da África”.
O Blog Gota D’Água cobre o evento com o delegado eleito pelo SINTEPE, Daniel Filho, como correspondente. 
Foto: Daniel Filho