segunda-feira, 18 de setembro de 2017

PERNAMBUCO: MORTAL... MORTAL

Imagem: JC


O estado de Pernambuco contabiliza números de guerra. Mantendo os atuais dados estatísticos, Pernambuco poderá ser responsável, até o final do ano, por até 1% dos assassinatos do mundo. Cálculo feito pelo professor de sociologia da UFPE, José Luiz Ratton.
Segundo o professor, idealizador do programa Pacto Pela Vida, programa que trouxe avanços significativos na área de segurança pública, mas que agora vê retroceder em uma década tais conquistas, o retrocesso na segurança pública se deve à falta de institucionalização de políticas públicas que mantivessem o tema no centro da agenda pública, articulando polícias e diversos setores da área social (prevenção e repressão).

Os dados a seguir são informados pela secretaria de defesa social e reproduzidas a partir da matéria do jornal Nexo e G1 que você pode acessar na íntegra ao final dessa matéria:

NÚMEROS DO DESCASO

2.876 homicídios no primeiro semestre;
380 homicídios apenas em Junho;
9.624 crimes contra o patrimônio;
2.337 crimes de violência doméstica;
139 estupros;
233 apreensões de armas;
432 mandados de prisão;
453 menores apreendidos por atos infracionais;
392 ocorrências por tráfico de drogas;
1.614 veículos roubados em Junho.


“Não há investimentos em formação policial ou formação voltada para a gestão integrada dirigidas a crimes contra policiais (...) não há investimentos na prevenção da violência stricto sensu, como programas de prevenção da violência contra a mulher, prevenção voltada para grupos vulneráveis como a população LGBT, prevenção dirigidas às áreas mais vulneráveis, onde há mais crimes. Não há mecanismos de desbaratamento de grupos de extermínio, nem controle da letalidade policial. Não há programas de prevenção focalizados na empregabilidade, nem acompanhamento dos egressos do sistema prisional e socioeducativo por psicólogos e assistentes sociais. O gasto com a segurança pública não é um gasto de qualidade. E aí, digamos, temos o pior dos cenários”.
Destaca o professor em entrevista a Beatriz Montesanti (jornal Nexo).

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