quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

SAI NOVA DATA DE LIBERTAÇÃO DE LULA


Imagem: reprodução


Por dois momentos em 2018 a justiça brasileira quase cumpriu parte de seu papel. Em 8 de Julho com Rogério Favreto, a segunda, 19 de Dezembro, com Marco Aurélio Mello. Nas duas decisões, que garantiriam o cumprimento da constituição, semelhanças corriqueiras quando o tema é Lula: narrativa jornalística global frenética e insana, generaleco de pijama surtando nas redes sociais, “justiSSa” célere como nunca vemos. Todas unidas para terminar de enterrar 1988 e ressuscitar o monstro de 1964.
Mas eis que surge no horizonte mais uma nova oportunidade para a soltura do preso político Luís Inácio Lula da Silva (pode ser a última).
Será no dia em que os partidos, movimentos sociais e sindicais retomarem o protagonismo da história.
Lula ensinou a disputa institucional, a coalizão, a moderação na correlação de forças, mas...

A coalizão não existe mais
A correlação não mais está
As instituições funcionam más
E agora vocês?
E agora nós que temos apreço pela democracia?
Ciranda e marcha não dá mais,
Hashtag e positividade viraram memes,
Os generalecos de pijama, em seus twitters, incomodam mais
E agora nós?

“A classe trabalhadora está presa” afirmou, com, razão João Pedro Stédille. E aos encarcerados injustamente que outra alternativa resta senão lutar? A luta diária das rebeliões, ocupações, obstruções... da tal GREVE GERAL?
O STF segue acovardado, mas os ministros temem os igualmente covardes. Eles todos blefam com as incertezas e inseguranças jurídicas promovidas pelo golpe de 2016.
O fascismo nasceu e cresce enquanto parte da esquerda começa a caducar dentro das próprias trincheiras:

“O PT não ouviu as bases”, “Aquietou os movimentos sociais”, “Não investiu nas reformas”, “Não promoveu o socialismo”, “Culpa do PT”...

E, enquanto cada um de nós não assumir a parte que nos cabe no latifúndio, não teremos mais do que nossos sete palmos de cova medida.

Artigo de opinião por Daniel Filho