A redação do Blog Petrolândia Notícias,
realizou uma entrevista exclusiva com a pré - candidata à prefeita, pela Frente Popular
Petrolândia, Adriana Gomes de Araújo. Gentilmente cedida ao Blog Gota D’Água
reproduzimos em partes por temática. A iniciar com um pouco sobre a história da pré-candidata e os passos dados até a união e formação do grupo Frente Popular de Petrolândia.
Boa leitura.
Alex
Santos: No município de Petrolândia, historicamente nunca existiu uma
candidatura feminina para disputar o cargo de executivo do município, como você
se sente sendo Pré-Candidata definida ao cargo?
Adriana
Araújo: Eu acho que na questão de sentimentos existem dois
muitos fortes desde o momento que agente se pronunciou, onde o primeiro é a emoção
além de ser mulher por vir de uma história de comunidade de base de igreja,
envolvimento com movimentos sociais, ligação muito forte com conselhos
municipais, onde atuei muito no Conselho da Criança e do Adolescente e mais
recentemente no Conselho Municipal da Merenda Escolar, ficamos mais ou menos
uns três anos no processo de organização e reestruturação deste Conselho, então
meu primeiro sentimento é de muita emoção e não foi uma imposição minha no
partido, mas foi uma escolha do nosso grupo com muita conversa e estudo da análise
municipal, nesse ano também teve muito apelo. O próprio município fez palestras
com incentivo do empoderamento da mulher, com mais participação da mulher na
política... parece que tudo foi conspirando pra essa decisão nossa, onde me
sinto muito emocionada por ter sido escolhida e representar nosso grupo e o
outro sentimento é de muita alegria com muita tranquilidade, estou muito feliz
por representar tudo isso.
Alex
Santos: Adriana, relate para nós sua trajetória até os dias de hoje na questão
política, familiar, como é Adriana para os leitores do Blog pode compreender
quem é você.
Adriana
Araujo: Eu sou filha de Cornélio Gomes de Araújo, um baiano do
antigo povoado saco que era uma comunidade pertencente à cidade de Glória -BA,
onde moravamos em Petrolândia Velha, mas nossa roça ficava do outro lado do rio
na Bahia, então a gente fazia esse trajeto para poder ir para roça.
(...) Me criei na Velha Petrolândia, somos
oitos irmãos: quatros mulheres e quatros homens, o mais velho entre os irmãos
já é falecido que é Arnaldo, minha mãe se chama Maria Joana sempre foi dona de
casa, cuidou só da gente nunca trabalhou fora. Em 1987 conclui o 2° Grau sendo
a ultima que se formou na Velha Cidade, onde no final de 87 a gente já se mudou
pra nova Petrolândia, desde criança era engajada na igreja católica, participei
do coral e aqui na nova Petrolândia iniciamos com os grupos jovens da igreja,
foi quando foi formado o JUP (Jovens Unidos de Petrolândia), onde até hoje ele
existe que além de ser um grupo de igreja ele também realizava obras sociais,
inclusive teve a creche uma das obras que agente começou, junto do grupo, onde
logo após a Prefeitura tomou conta.
Na nova Petrolândia continuei com em grupos
de igreja, com a CEBS as comunidades de base, onde agente sempre atuou em
visitas as famílias em formações de comunidades e a ultima comunidade que eu
fiz parte, que construirmos juntos mesmos foi a comunidade São Marcos na
quadra-05 e 06, onde hoje tem a capela, sempre fui envolvida em tudo isso e
aqui também comecei as questões dos Conselhos Municipais, teve uma oportunidade
que concorri ao Conselho Tutelar mas não consegui me eleger, mas sempre se
envolvendo nessas causas, sou professora já trabalhei no Estado mas atuo e sou
concursada é no município na Escola Municipal José Araújo (...) pra mim não
adianta só de estar na igreja, é preciso se envolver nessas questões sociais,
porque eu acho que a vida está ligada a tudo! Então o Cristão ele tem que estar
envolvido em todas as coisas e lutar sempre pelo o coletivo nunca pelo o
interesse próprio.
Alex
Santos: Como você conheceu e chegou ao grupo Frente Popular de Petrolândia,
acreditamos que houve uma filiação em algum partido, explique isso para nós.
Adriana
Araújo: Como eu acabei de dizer pra você, eu sempre tive
interesse pelo coletivo e pela política porque a política é o que rege qualquer
município, estado ou nação, acho que a partir daí todos deveriam se interessar,
não só no ano de eleição, então desde a década de 80 quando a gente ficou
sabendo da fundação do PT, já aqui na nova Petrolândia, começamos a observar
tudo (...) meu pai foi o primeiro que se filiou e ele foi até candidato a
vereador em 1992, onde ele também era ligado ao sindicato rural, então cresci
nessa influência do meu pai, um homem muito honesto que sempre gostou das
coisas direitas, sempre lutou pelo que é certo também e aí foi quando começou
aquelas campanhas de Lula, a primeira foi 1989 e eu sempre engajada na campanha
de Lula, mas não era filiada, depois houve a segunda campanha a terceira e
sempre estávamos engajados e foi ai que eu me filiei ao partido PT e até hoje
continuo.
Alex
Santos: A ultima reunião do grupo Frente Popular de Petrolândia, que foi
realizado no ultimo domingo (03/04), foi relatado que o grupo já vem se
organizando há três anos, conte para nós que tipo de organização é essa e como
vai ser o direcionamento do grupo?
Adriana
Araújo: Eu já sou filiada ao PT faz muito anos, onde
internamente nas ultimas três eleições municipais que houve aqui em
Petrolândia, sempre eu, seu Zé Maurício e Antônio Bernardo, gostaríamos que o
partido disputasse a majoritária, onde o PT aqui no início da nova cidade era muito
forte e em seguida começou a declinar. Nós tínhamos essa vontade de levantar de
novo o partido, só que nas três ultimas eleições municipais a diretoria do
nosso partido, sempre acabava, no dia da convenção, coligando com o partido da
situação e a gente sempre era contra, mas tudo bem, respeitavamos. Os acordos
que eram feitos, nunca foram cumpridos.
Há três anos Zé Maurício e Natan realizaram
esse grande feito, que foi lançar uma chapa a fim de resgatar também o
Sindicato Rural do Município que era coordenado pelas mesmas pessoas que
coligavam com a situação, então a gente viu que o primeiro passo seria resgatar
o Sindicato Rural para os trabalhadores e a partir dali que tudo começou.
Quando houve esse feito nós começamos a nos
unir. Eu já era ligada ao Sindicato dos Professores e fomos agregando as coisas
e juntado o grupo, onde em seguida a próxima meta seria tomar o partido pra
resgatar o PT, daí lançamos chapas e conseguimos o partido. Após tudo isso
enxergamos outras lideranças no município que também pensavam como a gente, em
seguida agregou Daniel do Sindicato dos Professores, fomos juntando esse
trabalho e começamos o ano passado (2015), a visitar comunidades e realizar
esse levantamento das necessidades do lugar.
E o bom é isso Alex, ver que Natan e Zé
Maurício estão dentro da realidade das comunidades rurais, eu também acompanhei
todo esse processo do Assentamento do PA-II, onde fui Professora no
acampamento, participei mesmo desde processo, onde foi conseguido a posse das
terras e hoje estou morando. Interessante as coisas do destino, coincidências
da vida... porque na época os coordenadores dos assentamentos queriam que eu me
cadastrasse, mas como havia muita enrolada nas coordenações daquela época ,
tanto do movimento e de pessoas que estavam envolvida dentro com interesse, fiz
questão na época de não querer o cadastro, pra o povo ver que eu estava ali não
era com interesse, mas por obra do destino o ano passado (2015), acabou
acontecendo isso e hoje estou morando lá, também como assentada.
O grupo tem toda essa história, ninguém se
juntou esse ano por conta de uma eleição, foi há três anos pensando em montar
esse levantamento das necessidades dos lugares e juntar as pessoas que tenham
interesse realmente pelo município.
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