terça-feira, 29 de setembro de 2020

VOZ E VEZ DA LEITORA: FILHA FAZ APELO PARA SALVAR VIDA DE SUA MÃE

 

Imagem: enviada por Yris


A senhora Neide Alencar, Petrolândia, Sertão de Pernambuco enfrenta uma doença pulmonar crônica e precisa urgentemente continuar seu tratamento.

Sua filha, Yris Alencar Silva, procurou nossa redação para fazer o apelo às autoridades competentes para o devido encaminhamento.
Preocupada com a saúde de sua mãe faz um apelo ao Governo do Estado para que a Secretaria Estadual de Saúde cumpra a ordem judicial e faça o envio do medicamento ALFA 1 ANTI TRIPSINA que custa em torno de R$20.000,00 (vinte mil reais) por caixa, sendo que Neide tem que fazer uso mensal  de 16 caixas do medicamento em seu tratamento.
Neide sofre com falta de ar e cansaço decorrente do problema. Conta com auxílio de cilindro de oxigênio para respirar. Necessita de transplante pulmonar, mas está impossibilitada de realizar.
Garantiu o acesso ao medicamento na justiça, mas, até aqui, a Secretaria Estadual de Saúde não respeitou a decisão.
O repórter Alex Santos, do Blog Petrolândia Notícias, visitou e divulgou entrevista onde ela relata sua angústia.

https://www.petrolandianoticias.com.br/2020/09/petrolandia-mulher-com-doenca-rara.html

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

VOZ E VEZ DO LEITOR: FALTA VACINA ANTIRRÁBICA

 

Imagem: Arquivo

O leitor, Renan Jardes da Silva, tecnólogo em radiologia, denuncia que, mordido por um cachorro, não conseguiu receber no hospital a vacina antirrábica:

“Venho denunciar um descaso, hoje (ontem, 27) às 19h00min fui mordido por um cachorro que estava espumando, às 19h40min fui à emergência do hospital Dr. Francisco Simões, onde informei a necessidade da vacina antirrábica.

O funcionário responsável na portaria informou que somente teria a vacina no Bloco B e q teria tentado entrar em contato com a responsável, porém, não teve resposta e que a informação passada era de retornar somente no dia seguinte. Mesmo sendo um caso considerado de emergência, argumentei mas nada adiantou.

Falei com uma veterinária e um estudante de engenharia agrônoma e ambos informaram que o tipo de vacina tem que ser aplicada o mais rápido possível logo após o risco de contaminação.”

Declarou.


quinta-feira, 24 de setembro de 2020

SETEMBRO em tons de AZUL

 



Durante essa semana entre os dias 23 e 26 de setembro, acontece em nosso município a

I Semana da Diversidade da Surdez e suas Múltiplas formas de Comunicação.

 

O evento é uma realização das professoras Maria Helena Souza Novaes (Psicopedagoga e Especialista em Educação Inclusiva) e Aislane Melo Campos (Pedagoga e Intérprete de Libras), e trás como tema principal o SETEMBRO em tons de AZUL.

A temática visa dar visibilidade a surdos que ouvem, oralizados, que se comunicam em Libras e também escrevem e são leitores da Língua Portuguesa.

Pretende-se colaborar com várias campanhas espalhadas por todo Brasil que objetivam informar à sociedade que surdos podem falar e ouvir através de tecnologias auditivas - implante coclear e aparelhos auditivos convencionais são duas delas -, na sua grande maioria, são oralizados - fazem leitura orofacial e entendem o que os ouvintes estão dizendo - e também são sinalizados, usuários de LIBRAS.

 

“Queremos esclarecer que todas essas diferenças existem.” (Maria Helena e Aislane)

 

A parceria entre as professoras vem de longa data, foram elas que em 26 de Setembro de 2012 promoveram (através do Centro Beethoven) em Petrolândia -PE o I Encontro em alusão ao Dia Nacional do Surdo. E este ano, sentiram a necessidade de repetir e ampliar esse grande feito.

 

SOBRE O SETEMBRO AZUL

 

O mês de Setembro é mundialmente comemorativo, e marcante para a comunidade surda e de pessoas com Deficiência Auditiva pois é repleto de datas significativas que refletem a história de lutas e conquistas destas pessoas.

A cor azul faz referência a uma memória carregada de sofrimento. Quando na Segunda Guerra mundial os nazistas consideravam as Pessoas com Deficiência (PcD) como incapazes/inferiores, e os obrigava a usarem uma faixa de cor azul fixada no braço, para que assim fossem identificados facilmente. Nesse período algo em torno de 200.000 pessoas com deficiência foram assassinados pelos nazistas. 

Atualmente o azul representa a luta por representatividade e o orgulho da comunidade surda e de pessoas com deficiência auditiva.

 

SOBRE A DIVERSIDADE SURDA

 

“É preciso falar MAIS e MUITO sobre a diversidade da surdez. É preciso falar MAIS e MUITO sobre os prejuízos da perda auditiva não tratada. É preciso falar BEM MAIS sobre capacitismo no mercado de trabalho. É preciso GRITAR que para falar de diversidade e inclusão é preciso coerência. É preciso falar MAIS e MUITO sobre acessiilidade e lembrar que, sem chamar os maiores interessados para a conversa, não dá! É preciso escancarar a diversidade da surdez. Existe um buraco enorme entre o avanço exponencial da tecnologia e o avanço das mudanças culturais. A opinião pública ainda acha que surdo é “só” quem não ouve “nada”, que ‘todo surdo usa libras’ e que essa é a única acessibilidade possível para uma pessoa surda. A surdez tem graus (leve, moderado, severo e profundo) e as pessoas surdas podem ouvir, falar e se comunicar através das tecnologias e de libras também. Para aprender, desaprenda e reaprenda. Diversidade é reconhecer, validar e respeitar TODAS as existências. Que neste mês possamos celebrar TUDO e TODOS os envolvidos no universo da surdez.”  (Paula Pfeifer – Surda Oralizada)

EM PETROLÂNDIA ACONTECERÁ A PRIMEIRA SEMANA DA DIVERSIDADE DA SURDEZ E SUAS MÚLTIPLAS FORMAS DE COMUNICAÇÃO


Público Alvo:

*  Familiares, Alunos e Ex Alunos da turma de Atendimento Educacional Especializado para alunos Surdos do Centro Beethoven.

*  Gestores e professores das escolas regulares com alunos do AEE- Surdez regularmente matriculados.

 

 PROGRAMAÇÃO:

 

23/09 – Webnário – Setembro em Tons de Azul:

Tema 1 - A Diversidade da Surdez e suas Múltiplas Formas de Comunicação. (Aislane Melo Campos) Tema 2 – Direitos Linguísticos dos Surdos. (Maria Helena Souza Novaes)

Horário – 10h às 12h                        Plataforma: Meet

 

 24/09 – Diálogo com as famílias:

Tema 1 – Setembro Amarelo – A depressão causada pela Surdez e outras deficiências. (Andressa Carvalho – Psicóloga/ Coordenadora do CAPS Petrolândia)

Tema 2 – Direitos da Pessoa Surda no Brasil. (Aislane Melo Campos e Maria Helena Souza Novaes)

Horário – 10h às 12h                        Plataforma: Meet

 

25/09 – Encontro Formativo:

Tema – Entre nesse laço: A acessibilidade Linguística dos Surdos. (Aislane Melo Campos e Maria Helena Souza Novaes)

Horário – 10h às 12h                        Plataforma: Meet

 

26/09 – Encerramento:

Confraternização em Família - Piquenique em Casa.

 

Realização: Maria Helena Souza Novaes (psicopedagoga especialista em educação inclusiva) e Aislane Melo Campos (pedagoga e intérprete em Libras)

 


terça-feira, 22 de setembro de 2020

SETEMBRO AZUL E INCLUSÃO SOCIAL por Iza Lira


 

Um mês inteiro para a sociedade refletir sobre a importância da inclusão social. Para os que buscam o conhecimento da LIBRAS a  gratidão em minimizar o silêncio. Para os surdos a satisfação de muitas conquistas alcançadas, porém ainda tem um longo caminho a percorrer em busca dos seus direitos.

 

Comunicar-se...

É fundamental na vida do ser humano. Ouvir o outro é estar em conexão com o mundo do qual fazemos parte.

Imagine que você não pudesse ouvir. Quantas oportunidades perderiam, quantos assuntos ficariam sem o seu conhecimento, como saber o que você estaria querendo dizer ou o que queriam lhe transmitir?

Diariamente nos deparamos com inúmeras dificuldades na comunicação entre surdos e ouvintes, tanto nas ruas, como em repartições e principalmente nas redes sociais, quando são compartilhadas informações de conteúdos e produtos importantes, direcionadas quase sempre ao público ouvinte. Sendo assim dificultado o entendimento do surdo.

Vivemos num país que, segundo pesquisa, Agência Brasil,RJ do último censo, de 2019, convivemos com uma população de 10,7 milhões de pessoas com essa deficiência, dentre esses, a maioria permanece excluída, apesar de muitas lutas pela inclusão social.                                                 

Nesse período de pandemia, a sociedade em geral, sentiu dificuldades e limitações. Momento esse que se transformou em tédio ou aprendizado!

Pensemos: Como foi para eles?

É chegada a hora de refletir!

É preciso ter empatia pondo-se no lugar daqueles que nasceram ou sua vida foi transformada num profundo SILÊNCIO. Alguém se quer imagina como não ouvir: "O murmúrio do vento, a melodia da chuva no telhado, o barulho das ondas do mar na areia da praia, o contagiante canto dos pássaros"?

Quanta dificuldade essa comunidade enfrenta na sua existência onde poucos o entendem?

Por esse motivo, para que esses membros da sociedade (OS SURDOS) possam ser incluídos e compreendidos faz-se necessário fazer o diferencial.

Aprenda LIBRAS e contribua para a verdadeira INCLUSÃO.

 

IZA LIRA

EM ASSEMBLEIA, SINDICATO DISCUTIRÁ COM PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO RETORNO ÀS AULAS EM PERNAMBUCO

 



 

O Sintepe realizará uma Assembleia Geral Extraordinária, nesta quinta-feira, 24 de setembro, às 14h30, para discutir a convocação para retorno às aulas pelo Governo do Estado.

A assembleia será realizada em maneira virtual. Para participar, o/a Trabalhador/a em Educação deve acessar o formulário, preencher suas informações e, uma hora antes da reunião, ele receberá da assessoria do Sintepe o link para entrar no ambiente virtual. Siga as instruções:

 

1. Acesse o link do Formulário da Assembleia: https://forms.gle/WBBvp9tM8RZSx8Uy5

 

2. Preencha seus dados até o final. Confira seu e-mail e número de WhatsApp pois é por eles que você receberá seu link.

 

3. No dia 24 de setembro, a assessoria do Sintepe entrará em contato com você fornecendo o link para participar da Assembleia.

 

4. Não divulgue esse link com mais ninguém. Só Trabalhadores/as em Educação poderão participar da Assembleia.

 

5. A plataforma utilizada será o Zoom, que pode ser usado tanto em celulares quanto em computadores portáteis e de mesa. Em ambos, é necessário baixar o aplicativo no site https://zoom.us/

 

6. Orientações sobre o funcionamento da Assembleia serão divulgadas no dia.


ERA UMA VEZ... A NOSSA PETROLÂNDIA. A QUE FOI E A QUE SERÁ por Milena Gomes

Imagem: acervo

 

Eu poderia começar esse texto explicando os conceitos de patrimônio, turismo sustentável, cultura, paisagem ou lugar. Mas eu vou falar sobre identidade local, como filha de (Nova) Petrolândia, não só pela minha formação acadêmica em Turismo e Geografia, mas pelo sentimento de pertencimento. Retirei então, da minha dissertação, um trecho em que explico o motivo de ter escolhido estudar meu município quando fiz mestrado. Gostaria de compartilhar as inquietações e não dar uma carteirada acerca do assunto para que possamos refletir juntos.

As questões das pequenas cidades, especificamente, daquelas que se acham localizadas no interior dos estados do Nordeste são levantadas, inevitavelmente, com um estereótipo de atraso, subdesenvolvimento, dependência e situação física atípica do ambiente. Sem negar a existência destas constatações precoces, o fato de ter nascido no Sertão pernambucano foi o que mais me suscitou como que uma inquietação da falsa imagem do lugar ao qual eu pertencia ser perpetuada em diversos âmbitos da sociedade.

Não fazia parte daquele lugar os retirantes maltrapilhos, a predominância de uma vegetação maltratada e seca permanentemente, nem quaisquer sinais de que existira ali uma inferioridade em relação a outras cidades e diferentes regiões.

Nova Petrolândia, onde eu nasci, é um lugar jovem. Temos praticamente a mesma idade, a nova Petrolândia é penas dois anos mais velha. Conforme eu crescia, as inquietações aumentavam, como, por exemplo, o motivo pelo qual a antiga Petrolândia teve de ser inundada em detrimento de outra sociedade. O que é diferente? Por quê?

Faziam parte das conversas em família, as lembranças da “velha cidade” a qual não conheci. Quando se referiam à antiga Petrolândia faziam-no sempre em relação ao comércio, às praças, à área urbana, uma vez que meu avô materno era comerciante. Sendo assim, eram frequentes as comparações entre os dois lugares no tempo-espaço.

O contato com o meio rural se deu sempre pela insistência do meu pai em viver da agricultura. Sendo baiano, do município de Glória, também antes atingido pela Hidrelétrica de Paulo Afonso IV e conhecida também como “Nova Glória”, de um povoado chamado “Campo Grande”, este de uma paisagem belamente caricata do sertão nordestino. Complementada por todos os laços que as férias de uma criança possam amarrar: as brincadeiras nos açudes e pelas árvores ora secas, ora cheias de espinhos ou repletas de umbu, ora comendo coalhada feita no quintal da casa dos tios. Casas estas, algumas de taipa, outras até de concreto, mas sempre de muros meio abertos dando passagem para os quintais que emendavam pequenos terreiros com criações de animais.

Ficou na parte baiana da família a pacata vida de vilarejo, os cordões umbilicais enterrados nas porteiras de sítios vendidos para a CHESF.

Para quem não tem o privilégio de conhecer a localidade em questão, mais precisamente, o submédio São Francisco, Petrolândia está localizada às margens do lago de Itaparica. Aproximando-se pela BR 316 após o município de Tacaratu, avista-se a Igreja do Sagrado coração de Jesus que ainda se acha de pé desde a inundação da cidade, parcialmente submersa. Tratava-se da Igreja da área rural do município, conhecida como Barreiras. Até os dias de hoje o atual projeto de irrigação Apolônio Sales é chamado pela população como Barreiras fazendo referência ao antigo lugar.

Aqui temos um símbolo. Símbolos carregam valores culturais passados historicamente por gerações, povos, nações, organizações. A cultura propriamente dita é o conjunto de construções identitárias de populações diversas. Nela cabe arte, arquitetura, costumes, comidas. Cabe sentimento.

Conjuntos simbólicos podem e são usados e apropriados como atrativos turísticos. O turismo por sua vez faz parte do terceiro setor da economia aquele que engloba comércio e serviços. Unindo um ao outro, temos uma atividade de interesse comunitário. Concordamos?

No entanto, a premissa da palavra sustentabilidade passa pelo ato de auto sustentar-se. Percebe? Repita comigo: “AUTO SUSTENTAÇÃO”. O turismo sem sustentabilidade não existe razão de ser e ele tem data de validade. Assim, como as praias degradadas no litoral norte, assim como os corais de Maracaípe, assim como a duna de areia da nossa amada e bela Ilha de Rarrá que praticamente não existe mais depois de tantas visitações com escorregões em grupo indiscriminadamente, sem aviso, sem orientações, sem educação ambiental.

Para servir ao turista, o turismo precisa servir à população local. Para servir à população local é preciso que o povo conheça sua história. É inconcebível que conhecendo sua história, os filhos de Petrolândia compactuem, achem normal e de bom tom que o ÚNICO patrimônio do antigo município (submerso de forma tão violenta em vários aspectos) seja usado da forma que foi no último final de semana (19 e 20 de setembro de 2020) com utilização de alto som (que prejudica não só fundações construídas, mas afeta animais), luzes montadas em uma estrutura que resiste bravamente e não sabemos até quando, e fogos de artifício lançados pelos seus espaços vazios de concreto mas cheios de tanto valor afetivo para nós.

Gostaria de fazer um convite à reflexão sobre qual tipo de turismo queremos oferecer e por quanto tempo? Nossa história não tem validade, ela tem um valor imensurável para quem viveu e para quem viverá a história de Petrolândia. Um povo sem memória é um povo sem história, sem identidade.

 

Milena Barros Gomes

Gestora de turismo, Geógrafa, mestra em Desenvolvimento e Meio Ambiente.


Em anexo, para apreciação de toda a propaganda do Governo do estado de Pernambuco, feita em 2019, onde a Igreja é exibida corretamente, sem causar danos à sua estrutura: 

IGH REPUDIA USO DAS RUÍNAS DA IGREJA SUBMERSA PARA GRAVAÇÃO DE CLIPE

Imagens: acervo

O Instituto Geográfico e Histórico de Petrolândia (IGH) lançou nota de repúdio sobre a gravação de videoclipe nas ruínas da igreja Sagrado Coração de Jesus e outros fins. Segue:

 

 O Instituto Geográfico e Histórico de Petrolândia, vem a público manifestar repúdio pelo uso das Ruínas da Igreja do Sagrado Coração de Jesus na realização de clipes de música e outros fins inadequados.

ÚNICO patrimônio arquitetônico histórico e cultural remanescente da antiga cidade de Petrolândia, a igreja semi submersa é o principal elemento da paisagem cultural  do município. Em meio ao lago, representa um elo de ligação entre ao história passada e  presente de um  povo, assim, suas ruínas são  um ponto comum identitário raro. 
Além disso, seu valor histórico e a sua presença a embelezar a paisagem atraem turistas do mundo todo, daí sua importância também para a economia local.

O uso de som em volume exagerado, acesso de embarcações ao interior do prédio, explosões de fogos de artifícios e instalação de iluminação, podem colocar em risco a estrutura e acelerar o processo de destruição do que resta da Igreja.  

Assim sendo, o IGH de Petrolândia não pode se calar ante a falta de respeito e cuidado com nossa história e nosso patrimônio.
À Câmara cobramos fiscalização, ao poder Executivo o cumprimento da Lei Orgânica do Município. Que se legalize urgentemente o tombamento desse patrimônio.
Ao povo de Petrolândia, conclamamos a zelar e vigiar.

                        IGH – Instituto Geográfico e Histórico de Petrolândia                                        
Paula Francinete Rubens de Menezes
      Presidente