sábado, 19 de maio de 2018

MTST E PREFEITURA DE PETROLÂNDIA DISCUTEM PLANO DE MORADIA PARA A CIDADE

Imagens: George Novaes


Entre os dias 18 e 19 (ontem e hoje) acontece, na sede do Sindicato Rural de Petrolândia, um encontro de formação e planejamento de lutas e ações por moradia.
Diversas lideranças e representação da prefeitura, na figura do secretário Marcos Rogério Viana, conversaram conosco:

“Estamos vindo a Petrolândia para dar continuidade ao processo de luta que iniciou com a ocupação urbana (acampamento Luiz Inácio Lula da Silva, às margens da BR316 em Petrolândia - PE, sertão de Itaparica), apresentando a história do MTST para o povo de Petrolândia, trazendo nossas experiências através de fala, imagens, vídeos os resultados de nossas lutas, em mais de 18 anos de movimento. E ao mesmo tempo estamos dialogando com a prefeitura para trazer um plano de habitação de interesse social. Trabalhamos com o programa ‘Minha Casa, Minha Vida, entidades’ onde pedimos como contrapartida do município a doação de alguns hectares de terra para início do projeto. Para o tamanho da população de Petrolândia seria possível iniciar com a construção de cem unidades, o que já seria um excelente começo.”
Lídia Brunes, coordenadora do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto)

“O MTST, que é filiado à União Nacional por Moradia Popular, tem atuação em 22 estados e América Latina, deseja registrar aqui o nosso retorno com muita alegria. Estivemos a primeira vez em 2001 e participamos de uma grande ocupação, próxima a essa atual ocupação. O prefeito na época era Francisco Simões e a ocupação aconteceu com apoio de freiras e populares. O prefeito mostrou algo concreto que foi de não retirar as famílias e hoje temos cerca de 3000 (três mil) famílias morando. Evidentemente que na época não existia programas sociais bem definidos, não existia o ministério das cidades, e aí cada família teve que buscar meios para construir suas casas o que acaba sendo um processo injusto... Mas hoje temos recursos disponíveis para construção através do ministério. Então, além de luta, apresentamos propostas e projetos concretos aos gestores municipais. Então queremos aqui, em Petrolândia, construir essa parceria com a gestora de forma concreta, bastando a prefeitura nos apresentar um terreno ‘desembaraçado’, sem pendências, de até dez hectares, nosso movimento passa a ter condições de buscar esses recursos em Brasília. Basta ter vontade política para viabilizar moradia digna.”
Marcos, coordenador estadual do MTST

Relembramos sobre o projeto Minha Casa, Minha Vida, que em Petrolândia se deu início sob a promessa (pelo governo Lourival Simões) de construção de 400 unidades habitacionais populares, mas só entregou 26. Perguntamos ao secretário Rogério sobre como a prefeita Jane irá enfrentar esses “embaraços” burocráticos que tanto emperram a lua e conquista por moradia popular:

“Estamos em via de iniciar a construção de 196 (cento e noventa e seis) habitações naquele espaço (das 26 casas construídas), e no município mais 50 (cinquenta) habitações que atende a área indígena e quilombola. Já temos a empresa e só estamos aguardando uma licença ambiental para o início da construção dessas casas. Enquanto secretário de agricultura, vim a convite do presidente da Associação Cássio Alves, Fábio, para fazer esse diálogo. Petrolândia tem uma particularidade, por ser uma cidade transferida, onde a maior parte das áreas são de domínio da CHESF, e quando a CHESF fez esse repasse para o município, da macro área urbana, esse espaço já tinha algum tipo de ocupação, quer fosse legal ou ilegal, a grande maioria é ilegal. Então é preciso que se faça o passo a passo, para que as coisas aconteçam com início, meio e fim. Não adianta fazer como no Bairro Nova Esperança, que iniciou em 2001, de forma irregular e hoje apresentam diversos problemas sociais e estruturais. É preciso uma regularização fundiária do município, que tem carência tanto na área urbana quanto na área rural, então a gestão Janielma Souza está discutindo, fazendo negociação com equipe de técnicos conhecedores do assunto, para a partir dessa regularização possa haver transferência das terras de modo que venha a cumprir sua função social.”

O evento será encerrado hoje com diversas deliberações e agendas relacionadas ao tema.







terça-feira, 15 de maio de 2018

OPORTUNIDADE PARA CANTORAS E CANTORES EM PETROLÂNDIA – THE VOICE

Imagem: Daniel Filho


Estão abertas as inscrições para o concurso de calouros “The Voice” em Petrolândia. Idealizado pelo professor e empreendedor Paulo Campos, terá por objetivo revelar novos talentos, em âmbito regional, do POP e MPB. O espaço MPB MUSIC CLUB será o local da disputa. Qualquer um dos selecionados na etapa de audição poderá fechar contrato para apresentações com a casa.
Com inscrições totalmente gratuitas, mas que deverão seguir à risca as normas do edital (pode ser acessado no link abaixo), o projeto se mostra uma excelente oportunidade aos artistas da região.

EDITAL:

Mais informações:

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segunda-feira, 14 de maio de 2018

BLOG GOTA D’ÁGUA ENTREVISTA ÁUREO CISNEIRO

Áureo Cisneiros,
presidente do SINPOL



Conversamos com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL), Áureo Cisneiros, que há dias vem acompanhando o sertão de Itaparica para averiguar as condições da segurança pública no interior.
Falou ainda da importância de se ter representantes parlamentares dos policiais, do risco de Marília Arraes não ser candidata ao governo do estado, das ameaças e punições sofridas por parte do governador Paulo Câmara, da situação dos moradores do Bem Querer. Acompanhe:

Daniel Filho – Quais os objetivos dessa caminhada pela nossa região?

Áureo Cisneiros – Primeiro agradeço pelo espaço no blog. Viemos visitar o sertão de Itaparica fazendo as inspeções nas unidades policiais, também dialogando com a população através da imprensa local e reuniões sobre segurança pública. A gente vê muito descaso por parte do governo Paulo Câmara com esse tema. Então iremos gerar um relatório apontando tudo o que foi observado, enviar para o Ministério Público, OAB, para o próprio governo do estado, para que haja avanços e possamos, realmente, diminuir esses altos índices de violência.

DF –  É possível fazer um breve relato do que foi observado?
AC – Muitos problemas estruturais. Delegacias degradadas, aqui em Petrolândia, por exemplo, a promessa do governador de restaurar o prédio da delegacia, que hoje funciona de forma improvisada numa residência alugada sem as especificações e adequações de uma unidade policial o que dificulta muito o trabalho. Falta de efetivo, a quantidade de policiais é insuficiente. Preocupa muito, pois a falta de planejamento e investimento se reflete nesses índices absurdos da violência aqui na região.

DF – Esse cenário é parecido com o restante do estado segundo suas observações? O governo, então, mente quando fala sobre o assunto?
AC – A propaganda é muito bonita na televisão com os números maquiados, mas não engana a população que tem consciência das condições em que vive. Aqui em Petrolândia mesmo: o prédio naquela situação; descaso; o governador veio aqui, prometeu e não restaurou, não investiu. A população sente isso e é vítima.

DF – Gostaria que você comentasse sobre a perseguição a você e ao SINPOL feita pelo governador Paulo Câmara.
AC – O governo em vez de dialogar com a gente, de aproveitar esses relatórios que a gente manda, fazer os investimentos necessários e melhorar a segurança pública para o povo pernambucano, não...ele prefere perseguir com processos administrativos, tentando minha demissão desrespeitando o mandato sindical que a gente exerce, atacando a autonomia... 

Governador Paulo Câmara

É uma forma de calar o SINPOL que tem sido muito crítico com a questão da segurança pública que vai muito mal. Contra mim o governador lançou treze (13) processos administrativos, fui condenado em seis (6) levando cento e sessenta (160) dias de suspensão, ou seja, todo esse tempo sem salário, na tentativa de me calar, mas não vamos. A gente pode se calar, mas quando percebermos que Pernambuco voltou a ser seguro. Nosso estado é o terceiro mais violento do país, mais até do que o Rio de Janeiro que vive uma intervenção militar. Nossos números indicam que está havendo uma guerra civil e não há mais como aceitar isso.

DF – Do ponto de vista trabalhista, qual a importância de ter parlamentares da classe trabalhadora dos policiais, tanto militar quanto civil?
AC – Esse ano é fundamental. Ninguém está aguentando tanto descaso com a política e tantos ataques ao direito dos trabalhadores (...), então é importante eleger representantes que conheçam e se preocupem com nossas pautas. A ALEPE (Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco) parece uma coisa hereditária, passando de pai para filho é um absurdo. Ali era onde deveriam ter os representantes da classe trabalhadora para construir legislações para melhorar a vida do povo, mas não, a ALEPE é um grupo de famílias que sempre foram beneficiadas no estado de Pernambuco sempre esquecendo do povo.

DF – Seu nome estaria posto a uma pré-candidatura?
AC - Sim, meu nome está posto não por mim, mas por uma decisão coletiva de vários sindicatos e da própria categoria dos policiais civis do qual sou representante, para fazer uma defesa da classe trabalhadora e da segurança pública.

Marília Arraes, pré-candidataao governo do estado pelo PT
DF – Comente sobre esse cenário acerca da pré-candidatura da vereadora Marília Arraes a governo do estado. Um nome novo, jovem, que desponta em todas as pesquisas, mas que encontra resistência em algumas correntes, dentro do próprio partido, em não querer essa candidatura e preferir uma aliança com o PSB.

Dani Portela, pré-candidata
ao governo do estado pelo PSOL

AC – Apesar de eu ser do PSOL e nosso partido ter candidatura própria ao governo do estado, que é a advogada e feminista Dani Portela, eu vejo com muita decepção essa questão de retirar Marília Arraes do páreo. Uma pessoa nova, com propostas novas, de um partido importante, e aí uma parte querer conduzir para um caminho totalmente conservador e contrário aos pleitos trabalhistas onde muitos dos deputados do PSB votaram pela retirada de direitos, além de terem votado no impeachment da Dilma e agora a gente vê essa aproximação de parte do PT com o governo Paulo Câmara, isso é totalmente absurdo, e totalmente contra as bandeiras que o PT defendeu e está a defender.

DF – Espaço para suas considerações finais.
AC – Estamos aqui dialogando e vamos continuar dialogando com as comunidades. Nesses quatro meses a percorrer o estado todo. Eu vou voltar aqui novamente em Petrolândia. Quando venho aqui sempre tenho o apoio do companheiro Rômulo Pedrosa (presidente municipal do PSOL), que nos acolhe e relata os problemas daqui, assim como Miguel. Então vamos vir sempre.
Aqui também pudemos observar o problema das comunidades do Bem Querer, com uma reintegração de posse sem negociação e diálogo, uma questão de direitos humanos que também estaremos levando para conhecimento das autoridades competentes.



domingo, 13 de maio de 2018

EM VÍDEO, FAMÍLIAS EXPRESSAM SUA DOR

Imagem: Acervo


As centenas de moradoras e moradores do Bem Querer, que vivem momentos de aflição pela determinação judicial de desocupar imediatamente as áreas de reserva indígena, lançam vídeo contando suas histórias.

“Só queremos o direito de continuar vivendo, eles não podem aceitar serem jogados fora como bicho ou pior, como qualquer coisa que vai para o meio da estrada por não terem para onde ir...
Veja o vídeo até o final, temos uma participação especial.
Não esqueça de compartilha o vídeo para que mais pessoas possam ver a injustiça da justiça brasileira.” Declara Jhully Kelly em sua rede social.
Abaixo link para o vídeo:



quinta-feira, 10 de maio de 2018

MISS E MISTER PLUS MIRIM EM PETROLÂNDIA: QUEM IRÁ VENCER?

Imagens: ilustrativas


Artigo de opinião por Daniel Filho

O Miss & mister, edição mirim 2018 em Petrolândia, que vem “agitando as redes sociais” deveria inspirar uma grande interrogação entre organizadores, mães, pais e conselho tutelar: Quem vence?
Vencerão todas e todos os participantes se, às crianças, estiver sendo construída a imagem de que tudo não passará de uma grande festa onde todas vão se encontrar para se divertir e apresentar suas capacidades e potencialidades únicas e individuais.
Serão todas e todos derrotados se a culminância, no próximo sábado (12) a partir das 17h00min no BR Mania, for um "concurso" onde às "vencedoras" e “vencedores” caberá a redução de sua infância a um mero adjetivo (simpática, bonita, popular) e, consequentemente, reduzir as demais à “derrota”:

“Mamãe, quer dizer que sou feia?”

“Papai, por que ele ganhou a faixa e eu não?”

“Quantas ‘curtidas’ eu tenho?”

“Só? E quantas tem fulana? Por quê? Então eu perdi, né, papai?”

“Tudo isso? Então eu sou a melhor de todas, né, mamãe?”

“Quero ir de maquiagem e óculos pra escola.”

“Quero ir com minha faixa pra mostrar na escola.”

São apenas algumas questões que podem vir a surgir. Consequentemente, seus problemas.
A adultização, promovida por esse tipo de disputa (a antecipar rotinas, costumes, vícios dos adultos nas crianças), pode trazer problemas como: depressão, ansiedade, obesidade, baixa autoestima.

“Nesta fase, as crianças são bastante influenciadas pelas suas referências, como pais e professores, e ainda têm poucas condições de avaliar a situação de forma adequada. Se a família conduz isso de maneira tranquila, como uma situação divertida, de descontração, a criança pode levar isso numa boa. Do contrário, se percebe que há uma pressão da família para que seja a melhor, pode ser que valorize a vida de ‘miss’ mais do que deveria, uma vez que ainda não está preparada para isso”. Analisa a psicóloga e analista do comportamento Lygia T. Dorigon.

A temática é constante em diversos estudos científicos e em países como a França esse tipo de concurso é proibido.
A desgraça que esse modelo de sociedade nos joga (competição, exclusão, derrota, "vitória", frustração, metas, falsa meritocracia), já é imposta pela vida. Por que, então, antecipar em uma fase que precisa ser vivida plenamente para que, na juventude e idade adulta, haja uma construção emotiva saudável?
Mães, pais, organizadores, conselho tutelar e demais autoridades. É dever de todas e todos zelar pela saúde de nossas crianças. Que dia 12 haja uma linda festa de confraternização e brincadeira entre todas e todos participantes sem “perdas, ganhos e danos”.

MATÉRIAS E ARTIGOS PESQUISADOS:






quarta-feira, 9 de maio de 2018

AMEAÇADAS POR REINTEGRAÇÃO DE POSSE FAMÍLIAS DE JATOBÁ-PE REIVINDICAM DIREITO À TERRA



PERMANECE INCERTO O DESTINO DE FAMÍLIAS QUE SERÃO EXPULSAS EM JATOBÁ-PE
 
Comunidade quer resistir
   Em meio à polêmica reintegração de posse de terra na cidade de Jatobá-PE, estão famílias sem saber para onde ir, a situação se agrava após prazo determinado pela Justiça Federal de 10 dias dados a contar de 30 de abril quando policiais federais avisaram aos moradores sobre a ordem da justiça.  
   Áreas do Bem-querer, Cacheado e Caldeirão serão reintegradas como área dos índios Pankararu por decisão concedida em sentença do juiz Felipe Mota Pimentel.
   Do total de 302 famílias que terão que deixar suas casas e roças pelo menos 130 ficaram sem direito a indenização e as outras foram indenizadas com valores irrisórios, o que provoca um conflito entre as partes, moradores, índios, FUNAI e INCRA.
   Os moradores pedem justiça, são trabalhadores deixando escolas, posto de saúde e suas casas onde suas famílias residem há quase 300 anos. Deve dialogar com as famílias buscando uma saída que evite o "acirramento do conflito”. Pedem que o INCRA arrume terra para que esses trabalhadores rurais possam continuar a produzir, é uma luta por direitos, justiça e dignidade. Seus idosos estão sofrendo e as crianças querem viver nas terras que nasceram, mesmo assim estão sendo despejados sem destino certo. Muitos provavelmente vão ter que ficar nas ruas, uma vez que, os poderes locais não se posicionam para dar assistências a essas famílias. O povo dessas comunidades clama para que a Câmara de Vereadores e a Prefeitura de Jatobá não os abandonem.
   
Cleomar Santos (PV) - vereador de Jatobá
Cleomar dos Santos (PV-PE) presidente da Câmara de Vereadores de Jatobá disse que o legislativo não interfere que são décadas deste processo e que a Câmara fez um requerimento ao Ministério Público de Pernambuco para reajustar os valores das indenizações. Confirma que nem o legislativo, nem o executivo municipal sabem como será essa reintegração e que a prefeita Ivete Varjão (SD-PE) tenta com o INCRA uma forma de reassentar ou até adiar a reintegração. O vereador diz que vai alertar o poder executivo para dar assistência às famílias.
   
   Deve haver uma proposta para solucionar este conflito para que não haja morte e depressão por conta da decisão de um juiz.

“Tudo começou desde o ano que nasci, meu pai já morreu e hoje eu com 77 anos sou obrigada a deixar minha terra por decisão de um homem só, decidindo por todas as famílias daqui. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!”
Dona Lourdes Nascimento, moradora do Bem-querer.




“O poder público não se preocupa em tirar jovens, idosos e crianças de suas casas e escolas. Saiam e depois procure os direitos que vocês acham que tem. Os nossos idosos já não dormem, não sabemos o que vai ser de nossos bichos. Logo não teremos onde trabalhar. Quer dar nossas terras aos índios nos dê terras, nos dê casas, nos dê condições de trabalhar.” Priscila Menezes, moradora.




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http://www.bloggotadagua.com.br/2018/05/terra-em-transe-situacao-dos-posseiros.html





segunda-feira, 7 de maio de 2018

NOTA DA POLÍCIA CIVIL: CÂMERAS REGISTRAM ASSALTO EM PETROLÂNDIA

A DELEGACIA DE POLÍCIA CIVIL DE PETROLÂNDIA DIVULGA VÍDEO DE ROUBO DE CELULARES OCORRIDO NA CIDADE EM ABRIL DESTE ANO, E PEDE PARA QUEM TIVER INFORMAÇÕES DO SUSPEITO QUE DENUNCIEM PARA O WHATSAPP DA DELEGACIA (87) 99656-0275 OU PARA O NÚMERO (87) 3851-0719.


O DENUNCIANTE NÃO PRECISA SE IDENTIFICAR E SEU NÚMERO SERÁ MANTIDO NO MAIS ABSOLUTO SIGILO.

NOTA DA POLÍCIA CIVIL DE PERNAMBUCO
DELEGACIA EM PETROLÂNDIA