sexta-feira, 10 de julho de 2015

TEMPO RUIM, MAS PARA QUEM? parte 1


Mais uma vez parte da população de Petrolândia se vê assombrada pelo fantasma do desemprego. E de novo o prefeito joga a responsabilidade para o governo federal usando os já conhecidos prolixos discursos e ou notas de esclarecimento. Dessa vez prevendo que iríamos condenar sua já costumeira prática de se desviar dos próprios erros ele ampliou a lista de culpados. A “CULPA” das demissões e situação econômica crítica da cidade não somente pertence à Dilma, mas agora, também, aos professores da rede municipal que reivindicaram o reajuste referente ao PISO SALARIAL NACIONAL, lei n°11.738 de 2008, portanto, tempo suficiente para o gestor se adequar e organizar suas finanças para se fazer cumprir sem qualquer prejuízo a nenhuma das partes.
Para conferir a nota de “justificativa” completa, leia ou releia no link abaixo (Blog de Assis Ramalho):


Mas, para variar, há diversas falhas no discurso. São tantas que iremos dividir essa matéria por partes, ou ficaria longa demais e nossos leitores desistiriam. Essa é a primeira parte a tratar da:

MUDANÇA DA BASE DE CÁLCULO DO VALOR ADICIONADO DAS USINAS HIDRELÉTRICAS

Por conta do período de seca, de fato houve alteração no valor adicionado das usinas hidrelétricas repassado aos municípios, mas enquanto ao prefeito não cabem críticas, ao governo federal recaem mesmo as culpas meteorológicas. TEMPO RUIM.
No entanto, como podemos ver nas imagens a seguir, não refletiu drasticamente na corrente líquida dos primeiros meses de 2015 em comparação a 2014. Em destaque o comparativo entre os meses de Abril (2014-2015). 






Somados os meses de Janeiro a Abril de 2014 o município arrecadou R$27.388,307. De Janeiro a Abril de 2015 R$26.384,42. Uma queda de pouco mais de um milhão de reais. Mas a problemática se instalou mesmo não pela diminuição de receita, mas pela incompetência em não intervir quando a situação JÁ ESTAVA PREVISTA.
O assunto remete ao tema LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL (LRF) que será tratado na próxima publicação a analisar:

Se a redução era prevista “lá atrás”, o que o prefeito fez para reduzir danos?

Análise das contas. Quanto foi economizado com as demissões?

Se as demissões eram previstas e necessárias, por que o prefeito continuou contratando gente em ABRIL?

Com as demissões o prefeito resolveu o problema?

Qual o critério para demitir?


Todos os documentos publicados aqui e nas próximas matérias são PÚBLICOS e tivemos acesso via CÂMARA DE VEREADORES e PORTAL DA TRANSPARÊNCIA. No último podemos ter acesso à lista de todos os contratados (efetivos, temporários e cargos comissionados).